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Muchas Gracias, Oberto!

5 de nov. de 2010

A rivalidade entre brasileiros e argentinos existe há muito tempo, principalmente, no esporte. No basquete, então, o ódio é quase mortal, afinal, faz tempo que o Brasil não consegue superar a Argentina nos torneios mais importantes. Agora, temos que ser coerentes e admitir que nos últimos tempos os argentinos revelaram para o mundo da bola laranja craques históricos.


Oberto conquistou o título da NBA com os Spurs, mas o seu grande trunfo foi com a Seleção Argentina com o ouro olímpico em Atenas 2004.



Por esse motivo, escrevo nessa coluna meus sinceros agradecimentos ao pivô argentino Fabricio Oberto, que nesta quinta-feira, abandonou as quadras devido a um problema cardíaco. Oberto, de 35 anos, se sentiu mal na última partida do seu time, o Portland Trail Blazers, diante do Milwaulkee Bucks e decidiu que era a hora de se aposentar.

Segundo ele: “Estou colocando minha saúde e minha família à frente do basquete. Foi uma decisão muito difícil de ser tomada depois de tantos anos jogando, mas foi a decisão correta”.

Admito que já fiquei muito irritado ao ver Oberto superar nossos pivôs no garrafão, com aquele estilo pouco físico, mas sempre eficiente de jogar basquete. O pivô tem no currículo o título da NBA da temporada 2006/2007, com o San Antonio Spurs, além de diversas conquistas nas Ligas Argentina, Grega e Espanhola por onde passou. Porém, o grande trunfo do ex-jogador foi com a Seleção da Argentina, conquistando o ouro olímpico em Atenas 2004, o bronze em Pequim 2008, e a prata no Mundial de 2002.

Por tudo que Oberto fez na carreira, fica aqui meu agradecimento e a esperança de que ele possa continuar dando alegrias não só para o povo argentino, mas também para o mundo do basquete, que sempre admirou seu trabalho.

Muchas Gracias, Oberto!

NBA no Brasil até 2016

20 de out. de 2010

Quando o comissário David Stern anuncia em uma coletiva de imprensa que a NBA fará jogos de pré-temporada no Brasil em no máximo seis anos, é notícia grande.

Vamos “colocar os pingos nos is”: durante uma coletiva de imprensa em Paris, na França, nesta quarta-feira (6 de outubro), para promover uma das paradas da turnê NBA Europe Live 2010, Stern respondeu a uma pergunta de um repórter brasileiro (não sei de que veículo era; pelo vídeo da coletiva a que assisti no NBA.com, só consegui entender que seu primeiro nome era Pedro) sobre quando o Brasil seria incluído nas excursões internacionais de pré-temporada da liga. O comissário disse que isso “provavelmente” acontecerá antes da Copa do Mundo de 2014, e colocou os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 como um “prazo B”. Além disso, acrescentou que a liga pretende abrir um escritório no país em breve.


Até 2016, os brasileiros terão a oportunidade de ver os astros da NBA ao vivo, a poucos metros de distância, assim como os ingleses. Será que Kobe Bryant vem?



São ótimas notícias. Por anos, os diretores da NBA para a América Latina vêm dizendo da possibilidade de partidas de pré-temporada no Brasil, mas quando esse tipo de declaração sai da boca do manda-chuva da liga, tem muito mais credibilidade. Ver jogos envolvendo times da NBA em solo brasileiro é um antigo sonho de todos os fãs da liga no país. Se for como na Europa, em que as equipes americanas também enfrentam times locais, seria ainda mais divertido: imaginem um confronto entre o Cleveland Cavaliers de Anderson Varejão e o Flamengo em plena HSBC Arena! O Cavs provavelmente venceria por diferença esmagadora, mas seria interessante do mesmo jeito.

A presença de um escritório da liga no Brasil é melhor ainda. Há anos, a NBA vem investindo em ações de marketing e desenvolvimento do nosso basquete, ciente do potencial de consumo que este vasto território tem. Com uma representação oficial permanente, a expectativa é que essas ações se expandam e tornem-se mais constantes, o que pode ajudar a reestabelecer o basquete como um esporte de massa no país.

Para não dizer que só falei de flores, Stern também disse em sua entrevista que está discutindo a possibilidade de organizar jogos da WNBA na França, que, segundo o comissário, é “talvez o melhor mercado” para o basquete feminino neste momento. Será que há algum movimento para trazer partidas da liga americana feminina ao Brasil também? Ouvir que a França está sendo considerada para jogos da WNBA antes de nós mostra como o país parou no tempo na modalidade feminina. Somos campeões mundiais, temos jogadoras campeãs e All-Stars da liga, e mesmo assim, o mercado interno para o basquete entre as mulheres está em seu pior estado nos últimos 30 anos. Que a CBB aproveite essa maior aproximação da NBA para fomentar a categoria.

O mesmo Leandrinho

Muitos jogadores nas categorias de base já tiveram que carregar essa responsabilidade nas costas: “ser o futuro do basquete brasileiro”. A maioria não chega nem perto de atingir esse status, mas acho que Leandrinho foi o atleta que mais sentiu isso na pele.

O ala/armador se destacou cedo e provou que mesmo jovem já tinha condições de jogar no alto nível. Aos 19 anos, Leandrinho já estava na Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Mundial de 2002, nos Estados Unidos. O jogador começou a competição como uma simples promessa e terminou como um dos principais nomes do basquete nacional.

A ascensão foi rápida demais e, consequentemente, as cobranças vieram também. Dizem que ele é fominha, que ele não sabe jogar coletivamente, que o arremesso dele não é bom, que ele não sabe marcar, que ele é arrogante, entre outras coisas.

Em toda competição que Leandrinho disputa com a Seleção Brasileira, a torcida sempre pega no pé. E na temporada passada, então, que o atleta ainda encontrou dificuldade no seu time da NBA, o Phoenix Suns. Muitas pessoas duvidaram do potencial dele.

Agora, ninguém se lembra desse mesmo Leandrinho, aos 20 anos de idade, sendo personagem principal do Tilibra/Bauru na conquista do título brasileiro de 2002, e aparecendo como o segundo cestinha da competição, atrás apenas do lendário Oscar Schmidt. No ano seguinte, esse mesmo garoto chegou à NBA, escolhido pelo Phoenix Suns na primeira rodada do Draft, e, mais tarde, conquistou o honroso título de “Melhor Sexto Homem” da temporada 2006/2007, com médias de 18 pontos, quatro assistências e 2,7 rebotes por partida.


Desde 2002, Leadrinho carrega a responsabilidade de liderar o basquete brasileiro.


Leandrinho é uma realidade do basquete mundial, não só em nível brasileiro. A ida para o Toronto Raptors será fundamental para o ressurgimento do ala/armador na NBA e nós brasileiros temos que torcer por isso. Estamos bem próximos de conseguir a sonhada vaga olímpica para Londres 2012, daqui menos de um ano, e precisamos estar com força total. Torcedores, críticos e fãs do basquete, queiram vocês ou não, Leandrinho ainda é o cara da nossa Seleção.

Campo de treinamentos minado

4 de out. de 2010

Começaram os campos de treinamento por toda a NBA. Obviamente, o campo mais disputado pela mídia é o do Miami Heat, onde os três free agents mais cobiçados do verão americano estão treinando juntos. Segundo reportagens, cerca de 300 membros da mídia estiveram no Media Day (data que abre as atividades oficiais em cada time, com o elenco à disposição para entrevistas) do Miami. A ESPN enviou um âncora, dois comentaristas e alguns repórteres para cobrir o primeiro dia de treinos de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh juntos, em uma base militar na Flórida. E aí eu leio isto:

“Vai haver muitos eventos não-tradicionais no itinerário do Heat nesta semana, incluindo palestrantes convidados, encontros com membros do exército, até uma chance de os jogadores passarem por treinamento real – fazendo coisas como carregar bombas (de mentira) e navegar por situações simuladas de batalha (...)” – retirado de uma reportagem da Associated Press.

Deve ser muito legal ir a uma base militar e passar por essas experiências todas. Mas eu pensei que o “Grande Trio” estava em Miami para conquistar títulos, não para treinar com o exército. O repórter, provavelmente tentando não queimar pontes com suas fontes para a temporada, ameniza no parágrafo seguinte e escreve, “Apesar disso, o que importa nesta viagem é o basquete.” Será mesmo? Ou será que esta viagem é sobre mídia? A questão é: como se concentrar em basquete com tantas distrações ao redor?


LeBron, Wade e Bosh são o centro das atenções na pré-temporada da NBA.



Alguns podem alegar que ficar em South Beach seria muito pior, pois Miami é cheia de boates, praias, mulheres e tudo mais que costuma desviar o foco de jogadores. É verdade. A intenção da direção da franquia é, certamente, entrosar o elenco fora de quadra através dessas atividades “extracurriculares”, e talvez criar um sentido de responsabilidade em torno da “missão” de conquistar o título. Mas há outras formas de passar essa mensagem sem colocar seus atletas em risco físico. E vamos combinar que, entrosamento fora de quadra, esse grupo já tem; afinal, maquinaram esta reunião em Miami nos bastidores, e rechearam o elenco com veteranos amigos.

Pelo menos, o time que se coloca como grande adversário do Miami, o Los Angeles Lakers, também terá de lidar com muitas distrações na sua pré-temporada, com uma excursão pela Europa organizada pela NBA e toda a pressão de defender um bicampeonato. Mas Boston Celtics, Orlando Magic e Chicago Bulls, principais desafiantes na Conferência Leste, terão campos de treinamento livres de drama, além de material de estudo farto sobre o Rubro-Negro floridiano.

Sonho mais distante

27 de set. de 2010

Há cerca de três anos, Anderson Varejão e o Cleveland Cavaliers alcançavam as Finais da NBA de forma surpreendente, ao superar o Detroit Pistons nas finais da Conferência Leste. Parecia que seria questão de tempo para vermos um brasileiro campeão na liga profissional mais famosa do mundo. Nenê e Leandrinho chegaram muito perto da decisão em anos consecutivos, mas bateram na trave, derrotados pelo Los Angeles Lakers na final da Conferência Oeste. Agora, mesmo com a chegada de Tiago Splitter ao San Antonio Spurs, time que venceu o Cavs naquela final de 2007, esse sonho parece muito mais distante.

Apesar de o número de brasileiros na liga ter aumentado para quatro neste ano, seus times se apresentam em momentos complicados, de transição, e alcançar o título, para qualquer um deles, vai exigir uma grande conjunção de fatores favoráveis, incluindo uma dose enorme de sorte. Quem vai precisar de mais sorte, quem diria, será Varejão. Seu Cavaliers dominou com folgas a temporada regular nos últimos dois anos, mas perdeu o homem que lhe permitia fazê-lo, LeBron James, para o Miami Heat. Aproveitamento do Cavs sem LeBron desde 2003: 10 vitórias e 16 derrotas, sendo que, nas últimas três temporadas, foram 13 derrotas e apenas uma vitória. Nada promissor para o "Coisa Selvagem".

Outro que vai precisar de ajuda divina é Leandrinho. Em maio passado, ele chegou muito próximo de sua primeira final de NBA, mas o Phoenix Suns perdeu a decisão do Oeste para o Lakers por 4 a 2. Depois disso, o time do Arizona decidiu enviá-lo para o Toronto Raptors em uma troca. A equipe canadense não chegou aos playoffs na última temporada e está em momento de reconstrução após perder seu maior astro, o ala-pivô Chris Bosh, também para Miami. Chegar aos playoffs já seria uma vitória impressionante para os “dinossauros”, e o time rubro-negro não parece ter armas suficientes para brigar com Miami, Boston Celtics ou Chicago Bulls, favoritos do Leste.


Parece que já passou uma eternidade desde que Anderson Varejão chegou às Finais com o Cavs, em 2007.

No Oeste, Nenê e seu Denver Nuggets pareciam ser fortes o bastante para bater o Lakers nos últimos dois anos. Em 2009, o time caiu em uma decisão acirrada contra os angelinos, e neste ano, a equipe sentiu a ausência do técnico George Karl, que teve de se afastar para tratar um câncer. Para esta temporada, o Nuggets certamente estaria na lista dos candidatos ao título da conferência, não fosse a notícia que seu grande astro, Carmelo Anthony, não pretende assinar uma extensão contratual, e os boatos de que será trocado antes do final do campeonato. A história mostra que, quando grandes craques são trocados, o time original jamais recebe valor igual de volta, e demora pelo menos dois anos para se firmar novamente entre os favoritos. Se Anthony sair mesmo, pode riscar Denver da lista de candidatos.

Por fim, temos o Tiago Splitter, que vem com o status de melhor jogador da última temporada da Liga ACB, o campeonato espanhol, considerado o melhor do mundo depois da NBA. Porém, a adaptação aos EUA e ao seu estilo de jogo leva tempo – é só ver Luis Scola, ex-companheiro de Splitter, que chegou à América com a mesma banca, mas só se firmou como protagonista no Houston Rockets depois de três anos. Além disso, o Spurs, candidato perene ao título, já dá sinais de decadência há tempos – foi eliminado na primeira rodada dos playoffs em 2009 e na segunda rodada em 2010. A base para o futuro é sólida, com Splitter, Tony Parker, George Hill e DeJuan Blair, mas ainda deve levar tempo para se estabelecer e brigar pelo troféu.

Portanto, torcedor brasileiro, prepare-se. Pode ainda demorar um tanto para ouvirmos um jogador da NBA gritar "É campeão", em português. Por ora, resta-nos torcer pelo desenvolvimento de nossos jogadores neste momento complicado de seus times. Quem sabe isso não traga a força necessária para superar as adversidades no Pré-Olímpico de 2011, em Mar del Plata, casa de nossos principais concorrentes, os argentinos...

Uma classe muito talentosa

24 de set. de 2010

A temporada 2010/2011 da NBA está bem perto de começar e, como em todo ano, muitos jogadores farão sua estreia na maior liga de basquete do mundo. A classe de rookies está cheia de talento e a expectativa é muito grande em cima de muitos deles.

Para começar a lista de novatos, o número um do Draft da temporada anterior, o pivô do Los Angeles Clippers, Blake Griffin, não jogou uma partida sequer no último campeonato, devido a uma lesão no joelho. Dessa maneira, o jogador entra com força total para rechear mais ainda a classe de rookies de 2010.

Outro destaque nessa turma talentosa é o brasileiro Tiago Splitter, que assim como Griffin, passou pelo Draft há um tempo, em 2007. O pivô chega para atuar no San Antonio Spurs nesta temporada com o status de MVP da segunda maior liga do mundo, a ACB da Espanha, e tem grandes chances de brigar entre os melhores novatos este ano.


O grande destaque do Draft 2010 é o quinteto da Universidade de Kentucky, liderados pelo número um, o ala/armador John Wall.

Além dos dois, os selecionados no Draft em 2010 também são bastante talentosos. Os alas Evan Turner, do Philadelphia 76ers, e Wesley Johnson, do Minnesota Timberwolves, mais o pivô Derrick Favors, do New Jersey Nets, são nomes que devem se sobressair nessa turma.

Agora, o grande destaque entre os novatos desta temporada, com certeza, vai para o quinteto da tradicional Universidade de Kentucky. Desde 1957, 79 atletas de UK já foram “draftados” e pela primeira vez na história da NBA, uma única universidade conseguiu ter cinco jogadores escolhidos na primeira rodada, entre os 30 primeiros colocados, do Draft.

O time comandado pelo técnico John Calipari não conseguiu o título da NCAA (Campeonato Universitário), mas foi a sensação do basquete norte-americano no último campeonato. Fãs de todas as idades, incluindo artistas, rappers e outras celebridades, paravam para ver o jogo rápido e atlético do ala/armador John Wall e seus companheiros.

Wall foi o número um do Draft 2010, escolhido pelo Washington Wizards, e também entrou para a história de Kentucky por esse feito. Antes dele, o pivô Sam Bowie havia sido o melhor “draftado” de UK, sendo a segunda escolha do Portland Trail Blazers, em 1984. O engraçado desse caso, é que na terceira posição, o Chicago Bulls escolheu o ala da Universidade de North Carolina, Michael Jordan. Será que os Blazers se arrependeram disso?

Completando o quinteto de Kentucky, o pivô DeMarcus Cousins foi escolhido na quinta posição pelo Sacramento Kings; o ala/pivô Patrick Patterson foi o 14º pelo Houston Rockets; o armador Eric Bledsoe foi o 18º pelo Oklahoma City Thunder, mas foi trocado para o Los Angeles Clippers; e o pivô Daniel Orton foi o 29º pelo Orlando Magic.

Obrigado, Durant

13 de set. de 2010

Os Estados Unidos superaram a Turquia, por 81 a 64, e conquistaram o título mundial de basquete masculino e os brasileiros só podem agradecer por esse resultado.

Ninguém conseguiu parar o ala do Oklahoma City Thunder, Kevin Durant, que foi o cestinha da final e o MVP do Mundial.

O motivo é que juntamente com o troféu de campeão e as medalhas de ouro, os norte-americanos garantiram uma das 12 vagas para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Isso significa que para o Pré-Olímpico das Américas, que será realizado no ano que vem em Mar del Plata (ARG), a Seleção Brasileira terá um grande concorrente a menos para buscar uma das duas vagas que o continente americano tem direito na próxima Olimpíada.

O título dos norte-americanos foi conquistado graças ao bom desempenho do ala Kevin Durant, cestinha do jogo com 28 pontos e eleito o MVP (Jogador Mais Valioso) do Mundial. O jovem atleta do Oklahoma City Thunder fez um campeonato impecável e mostrou que está no mesmo nível dos principais astros do basquete.

Durant impressionou a todos com sua versatilidade e a maneira rápida com que se adaptou ao estilo de jogo internacional. Craques da NBA como Kobe Bryant, LeBron James, Allen Iverson, Tim Duncan e quase todos os outros que vestiram a camisa do Team USA sentiram dificuldade com a marcação zona e o estilo mais defensivo dos adversários. O ala, de 21 anos, não ficou intimidado em nenhum momento. Encarou todas as seleções como se fosse a quinta Olimpíada da carreira.

Cestinha da NBA na última temporada (30,1 pontos por partida), Durant está acostumado a fazer um jogo com mais infiltrações e arremessos próximos ao garrafão. Nesse Mundial, o jogador mudou suas características arriscando menos batidas para dentro e mais chutes de fora. Ele estava impossível nos tiros de 3 pontos e terminou a competição com 45,6% (26 certos em 57 tentativas) de aproveitamento, superando, facilmente, os 36,1% que teve na liga norte-americana 2009/2010.

O técnico da equipe, Mike Krzyzewski, percebeu o comprometimento de Durant e quão focado ele estava na competição e fez com que o time jogasse em função dele, um fato nada característico do treinador. O ala quase não saía de quadra nos jogos mais difíceis, contra o Brasil por exemplo, e foi o grande termômetro dos Estados Unidos. Das quartas até a final do Mundial, o jogador do Thunder sentou apenas seis dos 120 minutos jogados.

Se não fosse Durant, esse jovem elenco dos Estados Unidos talvez não venceria o título mundial, que desde 1994 não era conquistado. Por esse motivo, a festa foi muito grande entre os jogadores e comissão técnica após o fim da partida. Foi uma mistura entre a sensação doce da vitória e um pouco de alívio. Sensação que deverá ser parecida ao que nós brasileiros poderemos sentir no próximo Pré-Olímpico.